
Ambas as espécies são extremamente polífagas, atacando uma ampla gama de plantas:
Os impactos destas tripes estão ligados principalmente à alimentação das larvas e adultos nas partes jovens da planta:
Sintomas visíveis
A abordagem em Portugal inclui medidas fitossanitárias oficiais e práticas de controlo integrado — combinando métodos químicos, biológicos e de prevenção.
“De acordo com o artigo 53.º do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, de 21 de outubro, em circunstâncias especiais, um Estado-Membro pode autorizar, por um prazo máximo de 120 dias, a colocação no mercado e utilização de produtos fitofarmacêuticos com vista a uma utilização limitada e controlada, se tal medida parecer necessária devido a um perigo que não possa ser contido por quaisquer outros meios razoáveis” (Fonte AUTORIZAÇÃO EXCECIONAL DE EMERGÊNCIA N.º 2025/47ª – DGAV)
A DGAV já emitiu autorizações excecionais de emergência para produtos fitofarmacêuticos destinados ao controlo de S. aurantii e S. dorsalis em plantas hospedeiras, utilizadas dentro de planos de contingência. Um exemplo é o uso espirotetramato, ciantraniliprol e ácidos gordos.
“Considerando ainda que, no caso dos citrinos, é possível extrapolar para a espécie Scirtothrips aurantii e S. dorsalis a utilização de substâncias ativas (e respetivos produtos fitofarmacêuticos) identificadas no âmbito de uma estratégia de controlo químico para controlo deste inimigo em citrinos com base em ensaios efetuados pelo IVIA, apresentado pela “Generalitat Valenciana”, em Espanha, designadamente: - acetamiprida; flonicamida nas condições aprovadas para uso no controlo de afídeos e óleo parafínico nas condições aprovadas para controlo de cochonilhas, no período compreendido desde 70% da queda das pétalas até 40% do tamanho final do fruto (3-5-cm Ø).
Finalmente, com base na AEE dada por Espanha à s.a. spinosade, em citrinos, também se autoriza a sua utilização, para controlo destas duas espécies, nas seguintes condições: - dose 250 L/ha, com volume de calda de 1000-1500 L/ha, com um máximo de duas aplicações e IS de 7 dias.” (Fonte AUTORIZAÇÃO EXCECIONAL DE EMERGÊNCIA N.º 2025/47ª – DGAV)
Nota: Todos os tratamentos químicos devem obedecer à legislação vigente, ao rótulo e à orientação técnica das autoridades regionais.
Embora a literatura específica de agentes biológicos para estas espécies em Portugal ainda seja incipiente, princípios gerais de controlo biológico e proteção integrada aplicam-se:
A Proteção Integrada de Culturas enfatiza a monitorização e a aplicação de medidas apenas quando necessário, privilegiando métodos biológicos e culturais antes do uso de químico
Scirtothrips desenvolve-se em temperaturas altas e humidade moderada a baixa.
Inimigos naturais eficazes:
Usar apenas quando nível de ação for atingido, para evitar resistência. Alguns auxiliares não são compatíveis com a estratégia química.